Cantata BWV 140, «Wachet auf, ruft uns die Stimme»

Esta Cantata foi estriada no dia 25 de Novembro de 1731, por Johann Sebastian Bach, sendo aqui apresentada numa interpretação da Orquestra Barroca de Amsterdam, dirigida por Ton Koopman.



Alguns apontamentos relativos às provas escritas de avaliação (Dez/09)

Não indo aqui efectuar a correcção das referidas provas escritas de avaliação para o 1.º e 2.º ano de Análise e Técnicas de Composição -- as quais foram/serão efectuadas nas aulas e se destinam à realização de um trabalho de recuperação a ser elaborado por todos os alunos que tiveram nota abaixo de 10 Valores no final deste 1.º período lectivo --, ficam aqui alguns apontamentos referentes às referidas provas:
  1. Para o 1.º ano desta disciplina elaborei um total de quatro enunciados, os quais somente se distinguem, quanto ao primeiro grupo, na peça gregoriana utilizada; quanto ao segundo grupo, relativamente à questão de resposta múltipla número dois; e, quanto ao terceiro grupo, em relação ao segundo extracto musical aí colocado (no entanto, ambas as variantes utilizadas se referem à mesma obra musical).
  2. Para o 2.º ano desta disciplina elaborei um total de dois enunciados, os quais se destinguem, quanto ao primeiro grupo, no excerto a ser harmonicamente analisado (no entanto, ambos estavam em Lá maior); quanto ao terceiro grupo, na questão número dois que é diferente; e, quanto ao quarto grupo, em todas as questões de resposta múltipla, à excepção das questões números quatro, sete e dez.

Prova escrita de avaliação do 1.º período (1.º ano)

A prova escrita de avaliação realizada no final do primeiro período deste ano lectivo de 2009/10, para o 1.º ano da disciplina de Análise e Técnicas de Composição, possuia quatro enunciados distintos:

[Enunciado A]


[Enunciado B]


[Enunciado C]


[Enunciado D]

Prova escrita de avaliação do 1.º período (2.º ano)

A prova escrita de avaliação realizada no final do primeiro período deste ano lectivo de 2009/10, para o 2.º ano da disciplina de Análise e Técnicas de Composição, possuia dois enunciados distintos:

[Enunciado A]



[Enunciado B]

Normas de Contraponto Rigoroso

Apesar de a tradição escolástica de contraponto ter ainda hoje como base o tratado Gradus ad Parnassum de Johann Joseph Fux (1660 - 1741), a mesma pode ser vista como uma forma prática de introdução à escrita contrapontística e imitativa utilizada durante o Renascimento (sécs. XV e XVI). Assim, apesar de o trabalho a desenvolver neste domínio ser mais um meio do que um fim em si mesmo -- o qual irá antes privilegiar a escrita imitativa ao estilo do século XVI --, de seguida apresento uma súmula de normas a serem observadas na escrita do contraponto rigoroso por espécies. Esta súmula servirá de apoio às aulas que irão ser ministradas ao primeiro ano de Análise e Técnicas de Composição sobre esta matéria.

Toccata, Adagio e Fuga BWV 564

Esta é, talvez, uma das mais curiosas composições para órgão de Johann Sebastian Bach, em forma de Concerto Barroco. De facto, para além de termos uma forma em três andamentos -- seguindo de perto o modelo de Abertura Italiana --, a mesmo começa com uma forma de Ritornello (Toccata), evoluindo para um andamento central mais lento, e terminando com uma Fuga pensada entre as tonalidades de Dó maior e de Sol maior: é que no plano tonal desta Fuga, encontramos diversos elementos que, para além de indiciarem um Tema em Sol (e não somente uma Resposta do Tema em Dó), introduzem o uso de outras tonalidades (neste caso, de Mi menor e de Si menor) que apontam indubitavelmente para a importância estrutural da tonalidade de Sol maior quando considerados os respectivos tons próximos utilizados.
De seguida coloco não só a partitura completa desta obra, como também a análise da referida Toccata e Fuga, assim como de dois vídeos nos quais é possível ouvir integralmente a referida obra.








Conductus Medieval


Conductus, em música medieval, é um tipo de composição vocal, sagrado mas não-litúrgico, para uma ou mais vozes. A palavra deriva do latim conducere (acompanhar). Era mais provavelmente cantado quando o leccionário era transportado do local onde era guardado até ao local onde era lido. O conductus foi um dos principais tipos de composição vocal do período da ars antiqua.
A forma é possivelmente originária do Sul de França, por volta de 1150, e chegou ao pico do seu desenvolvimento durante a actividade da Escola de Notre Dame no início do século XIII. A maioria das composições da grande colecção de manuscritos de meados do século XIII, da Catedral de Notre-Dame de Paris, eram para duas ou três vozes
Os conductus eram também únicos no repertório de Notre Dame, por admitirem melodias seculares como fontes do material, apesar de melodias sagradas também serem usadas de maneira comum. Os assuntos para as canções eram por exemplo as vidas dos santos e a natividade de Jesus, entre outros. Um significante e interessante repertório de conductus, no fim do período, consistia em canções críticas dos abusos do clero.
Quase todos os compositores de conductus eram anónimos. Alguns dos poemas, todos em latim, são atribuídos a poetas como Filipe, o Chanceler.
O estilo do conductus era normalmente rítmico, apropriado para música que acompanhava uma procissão, sendo quase sempre nota contra nota. Estilisticamente, era diferente da outra forma polifónica principal do período, o organum, no qual as vozes corriam a diferentes velocidades. No conductus, as vozes são cantadas juntas, num estilo conhecido como discant.

Exemplos de Conductus: